Rim artificial com células humanas permite que órgão doente se recupere
Estudos preliminares realizados com um rim artificial que incorpora células vivas indicam que ele pode reduzir as mortes por falência renal aguda em 50%, informaram pesquisadores em Michigan. Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
Los Angeles Times, Los Angeles
Estudos preliminares realizados com um rim artificial que incorpora
células vivas indicam que ele pode reduzir as mortes por falência renal
aguda em 50%, informaram pesquisadores em Michigan. O uso do rim
artificial seria de curto prazo (até três dias) para permitir que o
órgão doente recupere sua função.
O
novo rim artificial pode se constituir em um tratamento melhor nos
casos de falência renal aguda, em que a alta taxa de mortalidade não
mudou, apesar dos anos de avanços nas terapias convencionais, disse H.
David Humes, da Universidade de Michigan, autor de um trabalho
publicado no Journal of the American Society of Nephrology, publicação
da Sociedade Americana de Nefrologia.
O rim artificial,
chamado de aparelho de auxílio tubular renal, ou RAD na sigla em
inglês, é a forma modificada de um cartucho de filtro usado para
diálise contínua. Humes e seus colegas conceberam uma técnica para
revestir com células de rim humanas, chamadas células tubulares renais
proximais, as superfícies internas desse cartucho.
As células,
obtidas a partir de rins doados não apropriados para transplante,
devolvem eletrólitos vitais, sal, glicose e água para o sangue
filtrado. Esses componentes são normalmente removidos durante a diálise
convencional. São produzidas também moléculas do sistema imunológico,
chamadas citoquinas, importantes no combate às infecções.
A
falência aguda do rim pode ocorrer por causa de traumas, desidratação e
outros motivos. Atinge em torno de 5% de pacientes hospitalizados e uma
porcentagem ainda maior dos que estão em unidades de tratamento
intensivo. A taxa de mortalidade é de 50% a 70%, mesmo quando o
paciente está sendo submetido aos melhores tratamentos disponíveis.


